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Publicarei noticias esportivas de guarapuava e região , e algumas fotos da história do futebol em guarapuava .

sexta-feira, 25 de março de 2011

A IMPONENTE LUCHER S/A LENDA E A HISTÓRIA...

FOTO DA LUCHER S/A PAPEL E CELULOSE EM 65


MEU IRMÃO DIOMAR DALMAZ (ESQUERDA) E AMIGOS FUNCIONÁRIO






No século XX, aconteceu uma grande mudança na vida dos moradores da vila de Segredo. A instalação de uma imponente e gigantesca fábrica de papel e celulose. Conta a estória, que na primeira metade do século, o antigo proprietário da Fazenda Sinval Martins de Araújo, onde ia ser construída a fábrica, possuía em suas terras uma vasta área pantanosa, que quando o gado passava por este local, suas patas ficavam moles, e com o tempo esses animais perdiam o casco. Conta-se também que o proprietário dessas terras, contraiu uma doença no ouvido, provavelmente um câncer, cujo tratamento só poderia ser feito nos Estados Unidos. Chegando lá, os médicos puderam constatar que o causador desta doença era um elemento químico: o urânio. Após alguns anos, os norte-americanos para cá vieram, e descobriram que o local cercado pelo fazendeiro era uma mina de urânio. Posteriormente a Companhia norte-americana Lutcher S/A uma empresa organizada em 1959 para participar em operações de serração de madeira e da transformação de pasta de papel; F. Lutcher Brown é o presidente e acionista majoritário, obteve a concessão para explorar o potencial hidráulico denominado PCH Barra, para uso exclusivo, por força do decreto n- 47.226 de 13 de novembro de 59 e renovável para 30 anos, depois começou a desbravar o local para a instalação da fábrica de pasta de celulose, uma usina hidrelétrica para gerar a energia consumida na fábrica, um aeroporto, e ainda uma grande área residencial para os funcionários, tudo isso a alguns metros do Rio Jordão. A Lutcher começou a operar em agosto de 1963, sua primeira remessa de celulose embarcou em via férrea em 03/08/63, esta chegou a Guarapuava por via rodoviária seguindo para São Paulo pelo vagão de n- 9089 da R.F. F. consignada a CIA Indústria Paulista de Papel e Papelão S/A onde embarcou 30.000 quilos de celulose transformando-se em um grande marco impulsionador do desenvolvimento da região. Exportava celulose (de fibra longa e branca, que somente a Lutcher produzia em toda América Latina) para o exterior (Argentina, Uruguai e Inglaterra). A vila residencial abrigava então 1.200 operários, e a Vila de Segredo em função desta atividade, chegou a atingir o número de 3.500 pessoas. Em dezembro de 1965 a empresa faliu, causando um forte impacto na economia local. Muitas pessoas que viveram na época dizem que a falência ocorreu devido ao fato de que a Lutcher S/A vinha extraindo clandestinamente "água pesada" (urânio) de suas terras, sem a devida autorização do governo brasileiro. Muitas lendas giram em torno da fábrica. Estórias que Frederic Lutcher Brown, proprietário da companhia, teria deixado um caixão com um tesouro, afundado em baixo das águas do Rio Jordão, na altura em que o rio se encontra com o Iguaçu e forma belíssimas cachoeiras, ainda são contadas por moradores mais antigos de Foz do Jordão. Estes mesmos dizem haver um elevador subterrâneo na fábrica de celulose, que leva até uma mina secreta a metros e metros abaixo da terra, e de onde saía o urânio ou a misteriosa "água pesada", explorado pelos norte-americanos. Os boatos surgiram principalmente pela grandiosa magnitude da fábrica, que praticamente do meio da mata se ergueu num enorme complexo industrial. Na vida da minha família a Lutcher não é esquecida, chegamos em 63 na região onde montamos comercio, sendo uma pensão chamada 58 dentro da própria vila e a churrascaria Galeto. Meu pai trabalhava na Balança e meu irmão mais velho no laboratório, foram momentos de muito trabalho que acabou em pouco tempo com a desativação precoce desta grandiosa obra. Grandes dificuldades passamos com o êxodo dos trabalhadores para outros locais, não demorou e fizemos também o percurso de retirada e viemos morar em Guarapuava ,onde estamos até hoje. Lembranças ficaram na minha memória, como os barulhos ensurdecedores do ronco dos aviões não os visualizava mais com as quantidades de taquara na beira do Rio Iguaçu ecoava um som de jato, os degraus da igreja parecia sem fim lá no alto, meus irmãos caçando passarinho, minha mãe fazendo sabão no tacho e pão no forno de barro, sem falar o susto quando encontrava alguma jaguatirica no caminho ou gato selvagem. A Lucher S.A. papel e celulose foram um sonho para a época pela sua dimensão, faliu por que não conseguiu o favorecimento do Banco internacional, onde conseguia no inicio empréstimos facilitados, mas de uma hora pra outra o Banco cancelou todas as mordomias financeiras que vinha com facilidades. Agora todo o patrimônio encontra na mão do Grupo Trombini depois de ficar desativada há mais de 30 anos a esperança é que num curto espaço de tempo volte a produzir Papel e Celulose onde hoje se denomina o municipio de Foz do Jordão.
Senado Federal
Subsecretaria de Informações
Este texto não substitui o original publicado no Diário Oficial.
Decreto nº 47.226, de 13 de novembro de 1959.
Outorga à Lutcher S.A. - Celulose e Papel concessão para o aproveitamento progressivo de energia hidráulica para uso exclusivo, de desníveis existentes em um trecho do rio Jordão, no Distrito de Condoi, município de Guarapuava, Estado do Paraná.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, usando da atribuição que lhe confere o artigo 87, inciso I, da Constituição, e nos têrmos do artigo 150 do Código de Águas, (Decreto nº 24.643, de 10 de julho de 1934),
Decreta:
Art. 1º É outorgada à Lutcher S.A. - Celulose e Papel concessão para o aproveitamento progressivo da energia hidráulica de desníveis existentes no rio Jordão, em um trecho de cêrca de 12 Km contados da confluência com o rio Iguaçu, no distrito de Condoi, município de Guarapuava, Estado do Paraná, respeitados os direitos de terceiros.
§ 1º Em portaria do Ministro da Agricultura, no ato da aprovação dos projetos serão determinadas a altura da queda a aproveitar, a descarga da derivação e a potência.
§ 2º O aproveitamento destina-se a uso exclusivo da concessionária que não poderá ceder energia a terceiros, mesmo a título gratuito, excluídas, todavia, dêsta proibição as vilas operárias da concessionária, desde que seja gratuito o fornecimento da energia que lhes fôr feito.
Art. 2º A presente concessão fica sujeita às disposições do Decreto número 41.019, de 26 de fevereiro de 1957, que regulamenta os serviços de energia elétrica.
Art. 3º Caducará o presente título, independente de ato declaratório, se a concessionária não satisfazer às seguintes condições:
I - Submeter à aprovação do Ministro da Agricultura em três (3) vias, dentro do prazo de um (1) ano, a contar da data da publicação dêste Decreto, o projeto do aproveitamento hidrelétrico, observadas as normas técnicas relativas às instalações estabelecidas em Leis e Regulamento.
II - Assinar o contrato disciplinar da concessão dentro do prazo de trinta (30) dias, contados da publicação do despacho da aprovação da respectiva minuta, pelo Ministro da Agricultura.
III - Requer à Divisão de Águas do Departamento Nacional da Produção Mineral, do Minstério da Agricultura mediante o arquivamento da certidão combrobatória, a averbação do registro do referido contrato no Tribunal de Contas, dentro de sessenta (60) dias do registro.
IV - Iniciar e concluir as obras nos prazos que forem marcados pelo Ministro da Agricultura, execuntado-as de acôrdo com os projetos aprovados e com as modificações que forem autorizadas, se necessárias.
Parágrafo único. Os prazos referidos neste artigo poderão ser prorrogados por ato do Ministro da Agricultura.
Art. 4º Findo o prazo da concessão, todos os bens e instalações que, no momento existirem em função exclusiva e permanente da produção, transmissão e distribuição da energia elétrica, referentes ao aproveitamento concedido, reverterão ao Estado do Paraná.
§ 1º A concessionária poderá requerer ao Govêrno Federal que a concessão seja renovada, mediante as condições que vierem a ser estipuladas, desde que faça a prova de que o Estado do Paraná não se opõe a utilização dos bens objetos da reversão.
§ 2º A concessionário deverá entrar com o pedido a que se refere o parágrafo anterior até seis meses antes de findar o prazo de vigência da concessão, entendendo-se, se o não fizer, que não pretende a renovação.
Art. 5º A presente concessão vigorará pelo prazo de trinta (30) anos, apontados a partir da data do registro do respectivo contrato, pelo Tribunal de Contas.
Art. 6º Revogam-se as disposições em contrário.
Rio de Janeiro, 13 de novembro de 1959; 138º da Independência e 71º da República.
Juscelino Kubitschek
Mário Meneghetti

67 comentários:

Anônimo disse...

Olá, amigo. Eu nasci, cresci e fiquei adulto morando bem próximo da fábrica que você menciona aqui. Hoje moro em Curitiba. Nunca encontrei nenhum comentário relevante sobre esse fato histórico de Segredo; li a história de Foz do Jordão, mas não é mencionado nenhum depoimento ou registro que assegure uma verdade. Agora encontrei a tua história acompanhada de fotos que confirmam a tua versão. Será que isso não pode se tornar um documentário em vídeo?
Abraço

blog do pato disse...

Caro amigo, em Foz do Jordao, tem um museu, meu irmao esteve la, ainda nao estou podendo ir ate la, mais quando for quero ver se consigo mais material, blz.

Anônimo disse...

Moro em Foz do Jordão há quatro anos e gosto desta historia e todo esse mistério que a cerca. Conheço a vila residencial e a usina por fora, porém gostaria de conhecer a fábrica. Já vi fotos de alguns amigos que trabalham lá, mas nada, além disso. Também gostaria muito de ver um documentário em vídeo.
Obs.: a Fábrica não pertence mais ao grupo Trombini, mas sim ao grupo Holandês JAAR.

Anônimo disse...

Olá, ontem mesmo estive na fábrica com meu pai, que cresceu no Segredo. Meu pai se identificou falando que havia morado ali e trouxe a família para conhecer, se tinha autorização para entrada, o segurança falou que só era permitida a entrada se houvesse parentes morando na área residencial, como não tinha, voltamos. Logo mais a frente, paramos o carro na ponte pra admirar a fabrica, conversando com um senhor, descobrimos que não há mais ninguém morando ali e que a fábrica já foi vendida novamente.
Ficamos pensando, se não há mais ninguém morando ali, qual o motivo do segurança mentir. Se realmente era "só" uma fábrica de celulose, pq não permitir a entrada?! Se são só lendas ou não, sei que é muito interessante e eu gosto muito de escutar as histórias da minha vó sobre o Segredo do rio.

lutcher - segredo disse...

Olá pessoal. Não sei porque hoje senti vontade consultar e ver se tinha algum comentário sobre essa empresa. Em 1971, estive na região, para contratar trabalhadores para levar para Mato Grosso, e estive nessa sede, porque me disseram que estava paralisada e tinha alguns funcionários que ficaram morando lá, para cuidar do patrimonio. E me surpreendi com a grandiosidade do empreendimento. Conheci familias e levei algumas: O Lazarin, que cuidava do restaurante: o Marcos, operador de mq.? o Guimorvam que tinha, parece 5 filhos), e outros. Eles foram para a empresa Montedam, que na época era do grupo do Bco Sul Brasileiro. Tenho muita saudade dessas pessoas que fizeram parte da minha vida. Acredito que todos eles se deram bem e por lá ficaram.
Parabens pela matéria.

Anônimo disse...

queria saber a historia de todas as pessoas que moravam neste local quando tudo ocorreu se alguem puder contar o que seus pais e avos contam eu agradeceria gosto mto dessa historia sou de mangueirinha e sempre ouvi fala disso mas nao com detalhes72

Anônimo disse...

Primeiramente parabéns pelo documentário.
Sou de Guarapuava e cursei a faculdade em Santa Catarina, onde até então, não tinha conhecimento da Lutcher até um senhor me perguntar o que aconteceu com a referida empresa. Seu Rubens, motorista autônomo na época me contou que ele tinha carregado uma máquina em Paranaguá com destino a Lutcher. Estava aguardando a autorização de descarregamento já há alguns dias quando o Exército Brasileiro interditou a Lutcher. Comentários na época falavam da extração de urânio abaixo do leito do rio Jordão. Ficou vários dias impedido de sair pois o exército confiscou as chaves dos caminhões onde ficou parado por mais de 10 dias. Quando liberados, recebeu um jogo de pneus novos por ter ficado parado um bom tempo e por esse motivo ter danificado os pneus por ficarem amassados com um peso enorme como carga no caminhão. O mais interessante foi o comentário dele de escutar aviões levantarem vôo sempre a noite antes de o exército chegar.
Conversando com pessoas para levantar informações fiquei sabendo que meu tio trabalhou no escritório da Lutcher como contador. Perguntei a ele informações sobre a empresa e pásmem... ficou irritado e me mandou calar a boca. Parece que tem muito mais por trás de tudo isso, percebe-se uma certa lei do silêncio.

JR disse...

Sou militar do exercito e durante um tempo foi feita a segurança da área pelo EB, porem nunca foi passada a informação do porque.

Anônimo disse...

Olá pessoal...sou uma grande conhecedora da historia da LUTCHER pois meu pai ,MAXIMIANO PFEFFER,fez o primeiro acampamento nas terras da empresa ...foi o construtor das casas ,cinema,olaria,casas da administração,hotel,o edificio da fabrica...permaneceu ate o final de 1963. Durante estes anos muitas vezes passei as ferias escolares no CANDOI como chamavamos na época.Também temos fotos e em RIO NEGRO tem muita gente que trabalhou e viveu no CANDOI.Posso afirmar com toda segurança que o proposito do SR BROWN era a fabrica de celulose e nada de exploração de uranio...estas conversas já existiam na época ate por conta da formaçãp geologica do lugar ...presença de quartzo,mica...Mas as caixas de terra e componentes do solo que meu pai preparava era para analise em SP com vistas a construção das fundaçoes da fabrica ...nosso imaginario gosta de historias mal explicadas e a imaginaçãp campeia a solta ...ate pelo desfecho da empresa ...Outro fato a ser observado é o contexto dos fatos ...corria os anos pós renuncia de JANGO e o BRASIL estava em mãos de pessoas que pendiam para a esquerda com grande antipatia pelos americanos ...o BID cortou os investimentos pois o BRASIL se tornou um risco para investimentos americanos ...Sei que é muito mais interessante acreditar em lendas e historias fantasticas...Coloco-me a disposição para mais esclarecimentos que estiverem ao meu alcance ..meu pai veio em 1963 para assumir a PREFEITURA de RIO NEGRO ,ganhou as eleiçoes em outubro de 1963 e permaneceu no cargo ate 31 de janeiro de 1969 quando veio a falecer em 1 de abril do mesmo ano.Sou professora emerita do estado do PARANA ,moro em Mafra SC meu email é
valle@idsul.com.br,meu nome é NORMA MARIA DO VALLE.

Anônimo disse...

Eu nasci em foz do jordao (antigo salto segredo) em 75 e com 8 anos fui morar na antiga lutcher ate aos 17 anos . Hoje moro na vila copel proximo do museu e da fabrica, tem familias morando la sao tds conhecidas, entradas sao restritas mas as estorias escutei falar de quase todas que mensionam e mais algumas muito assustadoras mas acho que a maioria sao lenda.

WANDER disse...

Fui funcionário dessa empresa em São Paulo, pouco antes de sua desativação e tenho saudades daquela época, em que trabalhava como office-boy da secretária do Sr. Brown. Eu e mais alguns poucos funcionários ficamos até sermos desligados. Aprendi muito e conheci pessoas maravilhosas durante os 2 anos em que lá estive. Nunca soubemos ao certo o motivo do fechamento da fábrica, se foi golpe político ou realmente falência. Realmente é um grande desperdício essa área tão grande ficar desativada ou embargada.

Hoje sou aposentado e moro na cidade de Mogi das Cruzes, SP.

Wanderley Fernandes

Anônimo disse...

Eu trabalho de guarda aqui e somos proibidos permitir o acesso de qualquer pessoa... alguns amigos tentaram chegar perto do elevador que esta na fabrica mas foram mandados embora no momento em que foram vistos.... nao sei qual o misterio que existe no tal elevador... mas existe movimentação intensa no local por algumas pessoas... essa movimentação sempre ocorre durante a noite com bastante movimentaçao de veiculos... quando chegam perto do elevador os funcionarios desligam o sistema de monitoramento sendo impossivel visualizar oq fazem la... e o resto nao vo conta pq senao tb ganho a conta.. :((

Anônimo disse...

Eu trabalhei na Lutcher em 1965 e nestas fotos sómente, (que bom que existe alguma foto) não é posssível ver o tamanho gigante que era a Lutcher. A vila era enorme.As residencias eram separadas em solteiros e casados.Tinha cinema grátis.Uma enorme frota de caminhões novinhos que eram modificados a cabine(os motoristas tiravam tudo e até o banco passava a ser feito de madeira)pois, depois de 2 anos ou 600 viagens com toras, ficavam de presente aos motoristas)ficavam estranhos, os caminhões, pois nos rodados trazeiros eram usados pneus de patrola para poder transitar pela lama quando chovia.
Eu Fiquei lá por 04 meses e depois com meus outros 2 amigos resolvemos ir embora, e nem demos satisfação na empresa. Minha carteira de trabalho ficou lá. Era uma empresa super moderna para aquela época.No setor que eu trabalhava era tudo automático. Minha função era, apenas,acompanhar o maquinário através de relógios.A empresa fornecia planta da fábrica, a quem quizesse para entender o funcionamento e poder progredir como funcionário até o cargo de auxiliar de engenheiro.Tinha um amigo, que trabalhou no laboratório, seu nome se me lembro era Osni Oliveira. Êsse amigo aprendeu ingles em toca-disco no quarto em que morava e mais tarde conseguiu ser transferido e até hoje mora nos Estados Unidos.
Enfim, tenho saudades daquele tempo.

Flavio

Anônimo disse...

Alo Pato;
Li os artigos escritos por algumas pessoas que passaram pela
Lutcher s/a e não concordo com as lendas e a historia do Uranio.
Para sua informação não havia area alagada nessa região,. pois andei por todos os lugares ao redor do rio jordão e iguaçu, incluindo a usina eletrica até pelos lados de mangueirinha.
Comecei a trabalhar na Lutcher s/a em janeiro de 1963 como engenheiro de produção,juntamente com outros cinco formando um grupo de seis engenheiros(3 do Rio de Janeiro e 3 de Curitiba)em conjunto com os técnicos americanos demos inicio á produção de celulose de fibra longa e branqueada.
A produção começou mesmo antes de a fábrica ser concluida, não havia piso com calçamento e nem paredes ao redor do edificio. era imperioso que a produção desse inicio para atender os inumeros compradores e tambem entrar dinheiro para pagamento dos emprestimos .
A produção seguia o seu curso normal, apesar de inumeras paradas por motivo de manutenção,
chuva, entrega de matéria prima e outros fatores inerentes a uma produção. Batiamos recordes todos os meses com o objetivo de atingir a meta de 200 toneladas diarias conforme projeto inicial. A meta nunca foi atingida devido a uma série de problemas que seria complicado descrever em apenas um comentário.
Existia um grande elevador para transporte das maquinas que seriam instaladas nos andares superiores, após a montagem ele foi usado pelo pessoal da produção como meio de transporte.
O tal fosso para extração de uranio dentro da fábrica nunca existiu, eu posso afirmar porque
eu usava o elevador inumeras vezes para percorrer a fábrica diariamente.O que criou a lenda talvez seja o encontro de cristais de rocha na abertura da estrada que leva até a usina elétrica que estava em construção.
Concordo com a observação de um comentarista que viu caminhões com pneus de tratores, isso se fez necessário devido ao lodaçal que se formava durante o periodo de chuva, a entrega de caminhões aos usuarios depois de um certo tempo de uso não é veridica.
Eu morava em uma das casas para solteiros, permaneci lá até 1966, ou seja, quando a produção parou no fim desse ano.
Gostaria de rever a fábrica, mas atualmente moro em São Paulo e sem tempo disponivel para viajar.Consigo ver toda a região através do google earth.


São Paulo, 11 de Agosto de 2013
Antonio Henrique Spoladore
E-mail: ah-spoladore@bol.com.br

Anônimo disse...

Eu falei aqui, em um comentário anterior, que os caminhões ficavam para os motoristas porque, foram de motoristas a afirmativa.Veja bem;
só alguns caminhões tinham os tais pneus de patrola. Os demais, usavam pneus comuns, ou, com correntes, como é feito para trafegar em estradas de barro lamacentas,quando chove muito,para evitar derrapagem, atoleiros e acidentes.Alguns motoristas, também, não modificavam a cabine, deixando-as com os bancos de fábrica. Ora, porque ficava a critério dos motoristas esta modificações? Claro que era para danificar o mínimo, possível, o caminhão em função do destino final. Tanto, é possível, a entrega do caminhão, para o motorista ao final das 600 viagens ou 02 anos de uso, que alguns motoristas criavam mais uma carreta, (muito perigoso este complemento e, assim, diminuir o tempo de cumprimento da tarefa de 600 viagens ou dos 02 anos de uso do veículo. Afinal, após 02 anos de uso (equivalente as 600 viagens,feitas 01 por dia)o veículo estaria em péssimas condições e por isso,as modificações efetuadas, individualmente, por cada motoriasta do veículo.

flaviojoinville@ig.com.br

Anônimo disse...

A minha sogra mora em Foz do Jordão há alguns anos e, juntamente com o marido dela, já ouviram muitas histórias sobre o mistério da Lutcher S/A. Entretanto, o que mais intriga é a notícia (infelizmente, oficiosa) de elevada ocorrência de câncer entre os moradores locais - o que pode ocorrer em função da concentração de urânio.

Anônimo disse...

Trabalhei nessa Fabrica por 5 anos,e posso assegurar que o elevador passa do térreo e foi lacrado com concreto
E com o tempo também abriram-se fissuras no concreto onde eu jogava pedras e não houvia a chegada no final do poço.

Anônimo disse...

Ola, quando meu pai foi morar lá, era 1975, na época tinha 4anos. passei 15 anos da minha vida lá ouvi muita historia sobre esta fabrica. Quando a Tronbini reformou parte da fabrica trabalhei la, Quase um ano. Maioria da "lendas" realmente são lendas. nunca vi nada de anormal na fabrica e olha que eu e um amigo meu andavamos por toda fabrica geralmente nos finais de semana quando o pai dele ficava de guarda na cancela. Sobre o comentário do jovem que disse ser guarda lá na fabrica hoje, sobre os movimentos no elevador durante as noites, pode ser algo muito mais simples Poderiam estar furtando produtos uma vez que existia lá uma enorme quantidade de cobre e outros materiais valiosos..... fica a dica ai meu jovem...........

Gil Sikora disse...

Olá, primeiramente parabéns pelos detalhes e documentos anexados. Lendo seu blog, inúmeras lembranças passaram pela minha cabeça.
Passei minha infância e juventude nesse lugar. Fomos morar lá em 66 ou 67, não lembro, era muito pequeno. A fábrica já tinha fechado há algum tempo, mas ainda restavam várias famílias no local.
Minha mãe era professora e foi contratada para dar aulas aos filhos dos moradores locais. Mais tarde meu irmão mais velho trabalhou lá também, na oficina mecânica.
A fábrica era nosso parque de diversão, subindo e descendo aquelas infinitas escadarias, que para uma criança franzina parecem enormes.
O cinema era uma maravilha. Uma imponente estrutura de madeira muito bem construida. As vezes passavam filmes de terror que me deixavam morrendo de medo. Era tudo gratuito. Quando não tinha filme, aconteciam bailes e csamentos. Lembro do quanto era gostoso brincar de escorregar no assoalho de madeira cheio de parafina nas noites de baile. Nesse local, minha mãe, eu, meus irmãos e colegas de escola apresentamos várias peças de teatro, todas escritas pela minha mãe... auditório sempre lotado.
Até 1984 minha residência fixa (a casa da mãe) foi lá. Mesmo eu tendo saído para estudar em Guarapuava e posteriormente trabalhar, era pra lá que sempre voltava.
Até hoje meus irmãos moram na redondeza (Reserva do Iguaçu e Candoi). Meu sobrinho trabalha lá e mora na vila residencial.
Guardo em minha memória momentos felizes daquele lugar bucólico.
Sempre ouvimos comentários sobre coisas estranhas que teriam acontecido por lá, mas nada comprovado. Isso parte da história.

Luci Pacheco disse...

Oi,também morei no Segredo ate 1983 quando me casei e vim morar no Mato Grosso. Lendo esse artigo me lembrei dessa época, de todo esse mistério que envolvia aquela fábrica que nós crianças não podíamos chegar nem perto. Saudades daquele tempo....

Paulo Wer disse...

Muito interessante. Hoje tirei a noite para pesquisar sobre isso. Moro em Candói, município vizinho, e já passei inúmeras vezes por frete da guarita, mas como muitos, não posso entrar devido a ser uma área restrita.

Mas o que mais me intriga que a fábrica não gera muitos empregos. São poucos e o lucro é enorme, visto que a empresa permuta a energia da usina para a Copel (Companhia Paranaense de Energia), e os funcionários são da Copel. Ou seja, o Estado do Paraná paga por um produto que é seu!

Basta apenas não renovar a concessão, que vence em 2019, e o estado (Copel) tocar a usina. Mas aí estamos falando de milhões de dinheiro para o bolso em propina para conceder a renovação da concessão;

Sobre o urânio é simples; Basta os vereadores instalarem uma CPI e descobrirem o que de fato aconteceu na fabrica, porque fechou, qual o lucro da empresa Jaar / Rio Jordão Papeis S/A, se existiu ou não a extração do urânio, o que o Exercito foi fazer lá, etc;

At+

Paulo Wer disse...

Apenas para complementar o comentário anterior, Pato e pessoal que ler este artigo, encontrei mais alguns documentos sobre a usina, Lucher, Jaar, etc;

-- PORTARIA Nº 411, DE 16 DE AGOSTO DE 1989 (resolve sobre a renovação por mais 30 anos, que vence em 19 de agosto de 2019 e mudança de nome, para Morro Verde S.A);
http://www.aneel.gov.br/cedoc/prt1989411mme.pdf

-- RESOLUÇÃO N° 78, DE 16 DE MARÇO DE 2001. (resolve a mudança de nome, de Morro Verde S.A para Trombini Papel e Embalagens S.A
http://www.aneel.gov.br/cedoc/res2001078.pdf

-- RESOLUÇÃO N° 217, DE 13 DE JUNHO DE 2001 (menos de 3 meses, nova resolução, a qual baixa em 50% os custos das tarifas de uso dos sistemas elétricos de transmissão e distribuição, pelo transporte da energia elétrica produzida na PCH Barra e autorizar a concessionária permutar sua energia para a copel)

http://www.aneel.gov.br/cedoc/res2001217.pdf

-- DESPACHO Nº 3.795, DE 20 DE SETEMBRO 2011 (novamente uma outra mudança de nome. De Trombini Papel e Embalagens S.A. para Jaar Química S.A)
http://www.aneel.gov.br/cedoc/dsp20113795.pdf

-- DESPACHO Nº 1.070, DE 29 DE MARÇO 2012/ (a mais recente, que trata de novo a mudança de nome, de Jaar Química S.A para a Rio Jordão Papéis S.A)
http://www.aneel.gov.br/cedoc/dsp20121070.pdf

-- OBS: Outra coisa que é muito estranho é quanto ao CNPJ desta. Deste 12/12/1978 sempre foi o mesmo; Apenas mudava de nome.
Porém o mais intrigante de tudo, que ela está registrada como uma empresa com atividade econômica principal: FOTOCÓPIAS, PREPARAÇÃO DE DOCUMENTOS E OUTROS SERVIÇOS ESPECIALIZADOS DE APOIO ADMINISTRATIVO

Uma empresa que "vende" energia para a Copel, que fabrica papeis para industrias, que explora produtos químicos, como soda e cloro, está relacionada apenas a serviço de preparo de documentos; Quanta lavagem de dinheiro, sonegação fiscal, etc;

Basta apenas checarem:
- CNPJ da empresa: 77.961.431/0001-49
- Principal atividade econômica registrada na Receita Federal: CNAE 8219-9/99

Ao ler um comentário aqui, o mesmo mencionou que seu tio era contador da empresa.. o mesmo ficou irritado e o mandou calar a boca! Ta explicado!

Afonsinho disse...

Nasci neste lugar, meu pai e meus irmãos trabalharam aí, eu nasci em 1965 ano em que a fabrica ainda funcionava, é emocionante ver toda esta história e saber que fiz parte da mesma.

Anônimo disse...

Muito interessante essa história. Que tal abrir uma frente para desvendarmos esse mistério?
Tenho colegas que trabalham na copel...

joao fabio disse...

Cresci lá, morava na casa 102 da vila residencial, quase não tinha vizinhos, meu pai era guarda da fabrica, ele sempre contava que la existiam mais de 100 barris de Hg e caixinhas de madeira encaixada com material parecido com pedra sabão escrito: Sondagem :3:3

joao fabio disse...

Cresci lá, morava na casa 102 da vila residencial, quase não tinha vizinhos, meu pai era guarda da fabrica, ele sempre contava que la existiam mais de 100 barris de Hg e caixinhas de madeira encaixada com material parecido com pedra sabão escrito: Sondagem :3:3

joao fabio disse...

Cresci lá, morava na casa 102 da vila residencial, quase não tinha vizinhos, meu pai era guarda da fabrica, ele sempre contava que la existiam mais de 100 barris de Hg e caixinhas de madeira encaixada com material parecido com pedra sabão escrito: Sondagem :3:3

joao fabio disse...

Cresci lá, morava na casa 102 da vila residencial, quase não tinha vizinhos, meu pai era guarda da fabrica, ele sempre contava que la existiam mais de 100 barris de Hg e caixinhas de madeira encaixada com material parecido com pedra sabão escrito: Sondagem :3:3

Anônimo disse...

Boa noite.Existe mesmo muitas historias sobre isso,realmente existe moradores que tinham ou tem ainda uranio guardado em casa em vidros,e a respeito do elevador e verdade quando estudei em um colégio próximo,fui conhecer as instalações realmente a estrutura e coisa de primeiro mundo ainda hoje,imagina para época,e o tal elevador realmente existe,pelo menos na época existia,e quando perguntamos para o funcionario ele nos falou,esse é um elevador que desce,mas não nos falou para onde,e nos direcionou para outro setor da empresa.

Paula Secchi disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Jold Kuster disse...

Oi meu nome é Karla, eu estive la nessa regiao dia 17 de janeiro de 2014, fiz um passeio de barco no rio Iguaçu , conheci a Foz do rio Jordao, que desagua com majestosas cachoeiras, depois continuando o passeio por terra conhecemos a barragem do SEGREDO, e tambem tive a oportunidade de conhecer o museu regional do iguaçu, muito rico em história e até pedras com inscriçoes rupestres... foi um passeio maravilhoso que valeu e RECOMENDO PARA TODOS conhecerem esse museu... e Falando em Lutcher, passei perto da fabrica e pude ver a potencia que ali se instalou e lembranças e boatos que meu sogro contou, ouvi até um boato de um pescador que eles extraiam ou ainda extraem plutonio daquele local.

Erica Kruger disse...

Moravamos em Curitiba, quando meu pai soube da contratação de operários para a Lutcher. Ele foi sózinho e depois veio nos buscar. Creio que era por volta de 1962 ou 1963, pois iniciei no jardim, lá. Moravamos em uma esquina, próximo ao Cinema e a escola onde fiz o jardim e pré. Moravamos primeiro na casa dos operários e depois meu pai foi promovido e moramos em casas germinadas. Eram vilas, com casas de vários tamanhos. Tinha um ótimo supermecado, um posto médico, cinema gratuito, ensino gratuito e excelentes professores. Me lembro que no último ano foi construida uma nova escola que ficava no meio da mata.O caminho era uma picada onde lembro de escadas com corrimões artesanal, e nos mandavam subir sempre em grupos , devidos aos animais selvagens que por lá viviam.Tenho muitas saudades de lá, pois todo o final de semana reuniam-se os amigos e íamos em excursão as inúmeras cascatas que por lá havia. Meu pai e minha mãe caçavam nos fin ais de semana, e ficavámos com a Olivia e a Dirce que trabalhavam lá em casa.Quando chegavam, traziam caças grandes, como veado, tatu, lagarto, e vários tipos de passarinhos. A caça sempre predominava em nossas refeições.Adorava viver lá e muitas lembranças e amigos de infancia passam em minha memória.Tenho muitas fotos de lá. Gostaria muito de visitar e ver as casas, cinema,escola, etc...Lembro-me um dia voltando da aula, estava muito frio e ao passar por uma construção tinha água parada e está estava congelada. Ao acordar estávamos com neve lá fora. Meu pai não nos deixou brincar, mas fez um belo boneco na sacada da escada da casa. Tenho fotos dele atirando neve nos companheiros na cidade de segredo.Sobre as estórias, não sei nada. Me lembro de brincar com meu irmão e amigos nas pedreiras e pegar quartzos de várias cores e formatos. Nos rios tinha muita pedra que eu achava lindas.Lembro que um dia teve uma explosão na fábrica de uma caldeira , muitos operários acidentados e mortes. Foi muito triste, lembro-me vagamente. Não sei o ano que saimos de lá, creio ser por volta de 1966. Meu pai, Waldemar Kruger, já é falecido, e fico triste por não ter me interessado antes pela estória. Pretendo ir visitar este ano a cidade e tentar ver a antiga Lutcher. Se alguém lembrar de meu pai ou de nossa família, gostaria que entrasse em contato para trocarmos informações. Se tiver interesse nas fotos entre em contato

Anônimo disse...

Conheço o local, o incrível não esta na fábrica mais sim nos 4 castelos, dois acima da terra e dois abaixo, todos com moveis alemães, em conversa na época com uma senhora ja faleida, me disse ¨a noite aqui as cadeiras do hospital andam sozinhas e as maquinas de datilografas trabalham¨, visitei varios pontos exercito não tinha no local, mais sim capangas armados andando a cavalos, onde o ouro foi retirado, estive, no portão de entrada que dá acesso ao aeroporto que atravessa a cidade de Segredo, na época todo lacrado, onde no local me afirmou um senhor ¨quantos corpos aqui dentro estão¨, fiz visitas durante 4 dias autorizado, os fatos e historias são grandes, mas minha curiosidade foi atendida, até o rio jordão, quanto segredo e seu tesouro escondido em seu caixão.

cristiano leite disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Alixandro Davi disse...

Sou morador de Foz do Jordão (Segredo),nasci e cresci neste lugar.Na verdade existem muitas histórias(algumas fora da realidade)porém é considerável o fato de existir um grande mistério sobre este lugar,sendo que ainda existem muitas pessoas que trabalharam na fábrica (inclusive meu pai)que relatam alguns acontecimentos interessante.Infelizmente estou vendo parte da minha história se perder, pois já não existe mais o Grupo Escolar, o cinema, o hotel e algumas casas foram retiradas,pois a empresa vendeu parte do seu patrimônio.A igreja de madeira (foto acima) também não existe mais,pois mesmo com a grande maioria da população se manifestando contra, ela foi demolida.Então, aqueles que tem saudades, visitem o lugar enquanto existe algo dessa memória, pois em breve será somente uma lenda.

Anônimo disse...

Anônimo
meu avô trabalhou por muitos anos na fabrica e ele era o superviso do setor de extração de uranio. segundo ele todo o urânio extraído era embalados no meio das caixas de celulose.

Anônimo disse...

hae Paulo Wer só pra constar eu trabalho para o grupo que é o atual proprietário da antiga fabrica e da PCH-Barra e sou funcionário da Rio Jordão Papeis e não da copel como menciona vc
nosso sustento vem da geração de energia, esta dividida em duas partes uma porcentagem a empresa "cede" para copel, sendo que a Copel faz como se fosse uma ponte repassando esta porcentagem de energia para uma fabrica de celulose da Rio Jordão Papeis localizada em canela-RS, e a outra porcentagem é vendida para a copel como vc msm menciona a renda dessa venda é destinada para a folha de pagamentos de funcionários, 22 no caso, e para a reposição de materiais e conservação do patrimônio.

Hae Pato ta de parabéns pelo artigo.

Elias Santiago Basy Correa disse...

162Eu cheguei em Candoi para trabalhar na Lutcher SA.em 10/07/64. com o eng Jaime Garcia Capurro. Consultor contratado pela Empresa em Montevideo. Participamos da implantação da Usina Hidroelétrica em diversas áreas industriais, Foi uma das mais importantes época da minha vida, pois lá conheci e me casei
e inicie a minha família.(para nos foi uma época muito feliz). Respeito as lendas, são lendas sem fundamento. o insucesso do empreendimento industrial aconteceu pela falta de uma infraestrutura apropriada, e de condicionantes no processo de fabricação que hoje tecnologicamente tem evoluído muito. A Lutcher tentava fabricar celulose (de excelente qualidade) mais os custos operacionais eram superiores ao produto negociado no mercado.
Como muito de vocês ,também tenho saudades desta época.

Elias Santiago Basy Correa

santiagobasy@hotmail.com

Luiza ramos disse...

84761184

Anônimo disse...

Boa Noite,
Me chamo Michele, sou sobrinha de Abigail Gabriel da Silva, conhecida como (Bega), trabalhou na empresa Lutcher entre os anos de 1962 a 1965. Minha tia esta em processo de aposentadoria, mas o INSS solicitou duas testemunhas que trabalharam neste período que minha tia esteve na empresa. Caso alguém tenha a conhecido, favor entrar em contato. Toda ajuda será bem vinda. O processo de aposentadoria esta parado por falta de testemunha que trabalhou junto com ela nos anos de 1962 a 1965.
Contatos: Aldori Julio : corujabonita@hotmail.com ou Michele: mica_chs@live.com

Obrigada

Michele Silva

gilmar visentin disse...

Eu trabalhei la por quase dezoito anos,de 1993 a 2011,na fabrica mesmo de vigilante,nunca vi nada de anormal la,fiz muitos amigos la, ate hoje mantemos contato,bons tempos..


gilmar visentin..

everson f quint disse...

Boa noite a todos como estão indo?
Transito pela região frequentemente a trabalho e sempre fico a observar o tamanho da estrutura que desta unidade fabril.Mas alguém sabe em que condições está fabrica está?
Ela realmente operá ainda? Se pesquisarem as informações do Paulo Wer acima vão ver que a atual razão social, é de uma empresa que tem unidades de fabril na área de celulose e papel em Canela e Fraiburgo.
Mais é realmente muito estranho estas informações e principalmente a falta das informações, pois pelo que parece esta fabrica nunca teve uma produção efetiva relacionada a produção de papel, desde os tempos da LUTCHER.
Também existe os relatos anteriores aqui no blog de parentes de ex-trabalhadores que operavam caminhões dentro da unidade, caminhões estes que apos um tempo de uso estava totalmente corroído e deteriorado por ação de de algo corrosivo, tanto que após algum tempo de uso destes caminhões ou quantidades (X) de cargas realizadas pelos caminhões, os mesmos se tornavam de posse dos caminhoneiros. (Algumas historias destas foram confirmadas pela minha sogra que conversava muito com o avô dela e que trabalhou na unidade na época da LUTCHER) .
Mais afinal alguém sabe se é realmente possível nos dias de hoje adentrar legalmente nesta área para visitar? Pelo menos na parte central da vila de moradores,
Existe aquela máxima que acho que todos conhecem,:
ONDE HÁ FUMAÇA, HÁ FOGO (nem que seja um pouquinho),
hahahahah
Boa noite a todos e se possível não deixem de escrever.
VLW
Everson F. Quint.

Anônimo disse...

Olá..... Muito bom ler esses relatos...Eu moro em Guarapuava vou todo final de semana para a região alagada ali e tentei entrar na vila e também não consegui. A igreja de madeira que está na foto foi juntamente com algumas casas vendida...A madeira da igreja foi usada na construção de um casarão na rua principal de Foz do Jordão. Acho estranho essas vendas ja quem eles mantem alguns funcionarios para manter o patrimonio....O que sei da época do funcionamento é que eram proibidas as fotos ..quem tirou foi escondido...Meu pai era militar e foi designado para fazer a segurança lá..alugavamos casa em Guarapuava para familiares de dois funcionários de lá e eles afirmavam que a noite funcionava haviam atividades e que inclusive aviões chegavam e saiam a noite... O meu pai enquanto militar fazendo segurança e exercito estando lá haviam lugares em que eles proibidos de entrar...haviam limites. A pergunta é..pra que tanta segurança? Pq estavam lá (na vila) exercito e policia um posto da policia militar do Paraná? Os policiais alem de receberem do governo recebiam da empresa...Existem construções subterraneas, conheci um sr. que fazia as perfurações...e ele também apesar de trabalhar debaixo da agua não tinha livre acesso..Para época o luxo era demais...Me digam q outra industria de papel tinha essa estrutura e mistérios ..A Klabim é enorme e nunca usou policia e exercito.. O amigo ta certo fumaça tem.. Marilda -9
de setembro 2015

Arivaldo Machado disse...

MEU PAI EXERCEU VÁRIAS FUNÇÕES NESTA EMPRESA. AS ESTÓRIAS EXISTEM, MAS NADA COMPROVADO,CONTAM QUE NA CACHOEIRA DO JORDÃO TEM UMA CORRENTE QUE DOIS TRATORES NÃO CONSEGUIRAM ARRASTAR E QUE TEM NA BEIRA DO RIO,PRÓX A TECNISA(USINA) UMA LAJE DE CONCRETO COM MAIS DE UM METRO DE ESPESSURA

Anônimo disse...

Boa noite. Trabalhei e morei nas casas germinadas da vila em 1993-94 na trombini na planta química de soda e cloro q depois foi parada tbem(?) e conversei c companheiros da celulose e das caldeiras do tempo da lucher 62-70 e eles afirmam q a produção da celulose era p enganar, fazer uma cortina de fumaça no objetivo q era mesmo a extração de minério, o urânio. Q os gringo pagavam mto bem e mtos benefícios tbem, tanto q atraíram operadores d outras fabricas de celulose do sul Komo da manville igaras, da PCC celucat, da borregard/Guaíra. Corria mto dinheiro ali. E num dia d semana chegou o exército e fechou tudo. E no meu tempo anos 90 éramos proibidos d passar p a fábrica velha d celulose senão era rua. E q a fábrica e a vila tinha MTA história de assustar. Nas folga a gente saía nos mato lá p pescar, jogar bola e bebê. Mas o lugar além de mto bonito é meio assustador. Parabéns pelo blog. Devia passar na RPC, no meu Paraná. Faz parte da nossa história.

Anônimo disse...

Boa noite. VC já tentou 1 contato c o rh da Trombini papel e celulose aki em ctba? Eles é q ficaram proprietário d tudo lá e operaram a fábrica de soda e cloro de 1992 à 95 q tbem foi fechada. Teve mtos empregados q depois q o exército/governo fechou a lutcher eles foram p a rigesa em três barras/sc. Boa sorte.

rogerio fraga disse...

MEU NOME E ROGERIO FRAGA CEL 4796698888 MOREI EM CANDOI HJ FOZ DO JORDAO.QTO AOS CAMINHOES ERAM O PGTO DOS MOTORISTAS MEU PAI TINHA QUATRO(4) MAS SO FICOU C DOIS POIS NAO DEU TEMPO DE PAGAR OS OUTROS DOIS FORAM OS MELHORES ANOS DA MINHA VIDA. NAO ESQUECO NEM DA BICA DE AGUA QUE TINHA ATRAZ DO CINEMA QUE FOI POR UM PERIODO NOSSA ESCOLA SE ALGUEM QUE MORAVA LA ESTIVER A FIM DE TROCAR IDEIAS ME ADICIONE NESSE CEL OU rogeriodefraga8888@gmail.com boa sorte a todos.

Anônimo disse...

Boa tarde, visitei a cidade de Foz de Jordão à alguns meses e fiquei maravilhada quando estávamos a caminho da vila da Copel e me deparei com essa enorme construção, e resolvi pesquisar sobre ela. A história tem todo um enredo, que meus tios que moram que Foz do Jordão contam que conhecem parte dela, exatamente como está sendo contada no Blog.
Alguém sabe me dizer quem é o dono nos dias de hoje? Quero muito fazer uma visita...
Também não entendo o motivo de ter segurança 24h se a fábrica é abandonada. Ouvi comentários de que os caminhões, casas, e a fabrica em si, estão do mesmo jeito em que foram abandonadas, com móveis, caminhões onde era meio de trafegar. Sou amante de história e estou fascinada com essa fábrica.

Unknown disse...

Amigo moro em Foz do Jordão minha vida toda .
Meu avô trabalhou na fábrica e contava que algumas pessoas saiam de níveis abaixo da fábrica , por rampas de acesso , carregando garrafas de vidro com algo dentro que segundo ele pareciam bem pesadas.
Tem muito mistério em torno da fábrica.
Mas há sim alguns moradores lá.
Inclusive um deles é irmão na igreja que frequento.
O estranho é que o acesso à alguns locais da fábrica não é permitido nem mesmo aos funcionários.
Acho tudo isso no mínimo suspeito.

everson f quint disse...

Boa noite a todos novamente.
Observo que as pessoas que aqui escrevem neste blog, sempre postam informações que proveem de parentes,ou amigos que trabalharam em anos passados nesta área "fabril".Acredito que é impossível tantas informações a respeito de uma possível exploração de minério de Urânio neste local seja meramente vontade de inventar uma história fantasiosa para impressionar as pessoas.
Realmente a maioria que está aqui acredita que neste local há algo estranho, e que acredito eu está bem evidenciado no inicio deste blog com os doc's que foram mencionados que desde o inicio dos trabalhos com a Lutcher sempre foram bem estranhos e nunca tão claros aos olhos da população.
Eu estou na expectativa de em breve conseguir falar com algumas pessoas que estiveram por alguns anos a frente da Trombini e tentar realizar algumas perguntas mais diretas sobre o que acontece neste local.Espero obter sucesso(quem sabe né)
Tão logo isso ocorra postarei aqui o que eu conseguir de informações novas para mantermos o blog com boas informações e pistas do que pode estar ocorrendo neste local a algumas décadas.
Um abraço a tds e boa noite
Até a próxima.

Ciro Lima disse...

Boa tarde amigos e interessados no assunto Lutcher s/a.
Meu nome é Ciro Lima e moro atualmente em Reserva - Pr.
Meu Pai Nivaldo Ferreira de Lima era um homem rude e gostava de desafios. Ele tinha um velho Federal (caminhão Americano) ano 1946 raridade mesmo na epoca 1960..............Alguem do municipio de Teixeira Soares contratou seus serviços para levar sua mudança para Barracão e foi na volta do frete executado que ele (meu pai) tomou conhecimento da tal fabrica....Foi até la e conheceu alguem que lhe ofereceu trabalho como sub-empreiteiro para corte de pinheiro para a Lutcher.
Formada a comitiva (eu junto com 11 anos) num total de 18 homens. começamos o corte na vila do Sapo numas restingas ralas em volta do que seria depois o canteiro de mudas e bem proximo do Aeroporto. Terminado o corte dali, nos mandaram para o Covó (fazenda São Bento) Uma fazenda enguiçada com problemas de antigos moradores que se diziam donos e outras comitivas que vieram antes tinham sidos expulsos e até assasinados.
Depois de mita negociação e meu pai levar o lider dos posseiros até o Candói, foi liberado ama pequena area para o corte de 10 mil metros de lasca de pinheiro que eram empilhados na beira dos carreadores. Nessa epoca meu pai ja era empreiteiro e respondia e recebia direto da Lutcher.
No São Bento nos instalamos com moradia (feitas de costaneira) onde funcionava tbem um armazem e centro de abastecimento de ferramentas para os que quisessem trabalhar para meu pai e de onde ele ganhava 10% da produção do corte.
Minha mãe tinha uma pequena escola primaria onde ensinava o BABA as crianças e o armazem fornecia geral.
A prosperidade finalmente havia chegado. Meu pai tinha ainda o Federal e comprou tambem um Fargo 1952 fazendo o transporte para Mangueirinha.
Tudo ia muito bem até que os pagamentos desapareceram e saimos de la com uma mão na frente e outra atras.......
Foi esse o triste e meteorico tempo de Lutcher para nós (de1960 a 1964/5).
Aqui foi um pequeno relato do que vi e vivi naquelas paragens mas tenho muita histórias para encher 500 páginas com esse mal-fadado assunto Lutcher (inclusive sobre os embarques clandestinos de material suspeito no aeroporto local) mas fica pra proxima.

Abraço a todos que de alguma forma se intereçam pelo assunto e estou ao dispor com meu testemunho vivo. limaciro53@hotmail.com

Ass; Ciro Lima

29/05/2016.

Anônimo disse...

Olá, sou de foz do jordão e moro na vila residencial da empresa Rio Jordão Papéis S/A, vejo que as pessoas que vieram a comentar e o proprio artigo é baseado em apenas historias ou boatos que as pessoas contam, fico muito triste por isso pois, as pessoas acreditam em tudo que falam, moro ná vila já fazem 15 anos, meu pai trabalha na parte de operação de maquinas na usina e posso confirmar que não existe nenhuma coisa de urãnio ou elevador para tuneis pois, já fui ver o elevador e é apenas um elevador de carga para subir de andar pois, naquela época era meio dificil de subir de escadas com toneladas de produtos (até hoje em dia é assim em qualquer empresa). Então, peço que não acreditem em tudo que se vê na internet, se querem saber de algo procure saber com quem vive com isso todos os dias pois, não da pra sair falando do que não se tem certeza por ai, por favor sejam mais inteligentes antes de sair falando por ai oque acham das coisas, não acreditem em algo fantasioso inventado por quem não vive no lugar todos os dias, fico revoltado com esse tipo de coisa pois, foi o lugar onde me criei e morei, por favor não saiam falando o que não sabem! Abraços.

Geovani disse...

boa tarde, alguém tem fotos antigas da empresa? vi em um comentário acima sobre um velho Caminhão FEDERAL do ano de 1946, se alguém tiver e possa me encaminhar

Anônimo disse...

Boa noite. Também trabalhei na trombini cloro e soda de 1992 a 94 q depois tbem fechou, e conversei c antigos q trabalharam no anos da lucther e todos contaram essas história, e nós em 1992 nem de brincadeira podia ir na fábrica velha de celulose ou fuçar os mato do lugar nas folgas senão advertência ou até mandado embora ordem da Trombini. E parece q teve outras industrias q quiseram comprar tudo lá mas não pode? A vila das casas germinadas era sossegado mas ninguém ficava pra fora até muito tarde não e tinha um tanto de escorpião e muita cobra lá também.

Susana Raurich disse...

Boa Tarde!Meu nome é Susana Raurich e sou filha do Sr. Jorge Raurich, primeiro diretor presidente da Lutcher. foi por volta de 1959 /60 que meu pai junto com Mr. Lutcher Brown começam a fazer os estudos para a instalação de uma fábrica de celulose no Brasil... Eu tinha apenas meus nove aninhos na época e lembro do dia que o pai saiu em definitivo do Uruguai, para vir residir no Brasil. O mito e a lenda sempre acompanharam a história desta empresa que por causa do golpe militar em 1964, jamais entrou em funcionamento. Os valentes desbravadores que a construíram tiveram a oportunidade, na época de conviver com a mais avançada tecnologia de ponta norte-americana. Isto impactava os nativos e os índios do local, porque ter no meio do nada um aeroporto e maquinário pesado para análise do solo não era comum nessa época nem no Brasil e muito menos em Guarapuava (toda essa região, naquela época era território guarapuavano). as primeiras casas que foram montadas, as que ficam no morro, são casas norte-americanas, da região do Texas ( local de origem do Sr. Lucher Brown) e como o pessoal da diretoria deveria acompanhar a construção da barragem e da fábrica, elas deveriam ser levantadas o mais rapidamente possível. Por serem do Texas. uma região assolada por tremores de terra e ventanias fortíssimas, todas as casas tem porão com uma infraestrutura adequada a esses eventos da natureza. quando aqui chegaram elas forma montadas conforme o padrão de lá porque readaptá-las demoraria sua construção. Para construir a barragem, seria necessário fazer estudo do solo. então durante o dia eram feitas as implosões com dinamite e as amostras eram acondicionadas nos pequenos aviões que as levavam para análise em São Paulo e para os Estados Unindos. As pessoas que mal e mal sabiam o que estava se passando ficavam assustadas com tudo isso. Em 1964, por ocasião do Golpe Militar e para justificar a expulsão dos estrangeiros, foi espalhado o boato de que na fábrica, que ainda não tinha entrado em produção, seria uma obra de fachada para pesquisas do subsolo e que teria sido encontrado uranio no subsolo da região. Sob esse argumento a Ditadura expulsa todo mundo acaba com mais um projeto de desenvolvimento da região e leva a Lutcher a "falência". Alguém poderia me explicar por que, até agora, após mais de meio século, não se fez nada com todo esse urânio? Onde está o Urânio?isto me lembra um pouco as histórias sobre os ET's!!!! qualquer informação me procurem. susanaraurich@gmail.com

Unknown disse...

Boa tarde, resolvi pesquisar algo sobre a região e eis que achei. Meu avô era operador na usina hidrelétrica e até hj gosto de ouvir as lendas e histórias contadas por ele e pelos rios que moravam la. Meu avô (Adao)tinha uma barbearia na parte de baixo do cinema ao lado do chafariz hj ele mora em Curitiba com minha vó vou ver com ele ele tem algumas fotos da região. Reunindo um pouquinho de cada isso da quase um filme rsrsrs.
Romildo Cunha

cesar disse...

Bom dia. Parabéns a sra Suzana, que esclarece um pouco as histórias daquele lugar. Trabalhei na indústria química da Trombini em 1993 e 94 como tantos outros até que depois de um acidente, uma explosão num tanque de hidrogênio durante uma parada de manutenção e que danificou uma parte importante do processo, a diretoria resolveu fechar tudo. Que não compensava reconstruir. E mtos de nós fomos mais pro sul e interior de SP pra outras fábricas pra ganhar o pão. Até aí meio normal. O q sempre foi estranho é a Trombini não vender aquilo lá ou NÃO PODEREM VENDER. Tem tudo lá, infraestrutura e pessoal aqui no sul pra operar uma fábrica de qualquer coisa e numa região com tanta madeira. Podia ter uma planta de celulose lá ou derivados de madeiras ou outra coisa então. É um ótimo lugar, sem a violência e o caos de curitiba, o calorão de londrina/Maringá pra cima, um povo bom e simples. Um excelente região. Merecia um grande investimento. Empregos e desenvolvimento.

Dary Avanzi disse...

Fui.o telegragista da lutcher de 1966 até 1.976 em Sao paulo contratado pelo BID único meio de comunicação era o radio. POR nossas mais passavam todas as informações da briga juridica entre BID X FLB .
Em Cansou ficavam is Srs Raurich Sr Gebauer ; Geano ; Sr Geisel etc
E o telegrafista Alfredo Becker.
Grande história tem a lutcher mas nada disso de mistérios.
Abraços
Dary

Anônimo disse...

Esse assunto do urânio é envolvente por seu mistério. Não descarto nada disso, mas o que me interessa é outro ponto. Descobri, a partir de pesquisas sobre a ditadura civil-militar instalada em 1964, que um engenheiro brasileiro chamado José Eugênio de Macedo Soares era ligado à Lutcher. José Eugênio frequentou altas rodas do governo e da elite da capital federal em eventos de gala. Tinha acesso ao embaixador dos EUA Lincoln Gordon (que colaborou no planejamento do golpe de 64). Em 1965 José Eugênio foi nomeado diretor de Limpeza Urbana vinculado à Superintendência de Urbanização e Saneamento (SURSAN) do Rio de Janeiro pelo prefeito Negrão de Lima. Esse prefeito era contrário à ditadura e após a sua eleição os militares acabaram com o pluripartidarismo (AI-2). Um ano depois, após ter sido cotado para assumir a secretaria de Turismo, José Eugênio assumiu a recém criada Companhia de Limpeza Urbana (CELURB) e era professor da FGV. Em 1967 o engenheiro assumiu uma função no governo federal (militar): secretário de Comércio do Ministério de Indústria e Comércio (MIC), onde comprou briga com os sindicatos dos comerciários por propor ao presidente Costa e Silva uma lei que liberasse a abertura do comércio aos domingos. Assumiu função na diretoria do Museu de Arte Moderna e passou a ser frequentemente citado nas colunas sociais da imprensa nacional. Em 1969 José Eugênio assumiu funções no Ministério das Relações Exteriores (havia muito tempo que ele e sua esposa Muriel eram anfitriões ou convidados de honra em eventos no Brasil e no exterior com a presença e embaixadores e outras autoridades internacionais). Enfim, a julgar pelas fontes jornalísticas, o engenheiro começou sua carreira política na oposição e depois passou à situação golpista. Não sei que ligações ele tinha com a Lutcher, pois a fonte que consultei não especifica. É possível que tenha intercedido pela empresa junto ao governo brasileiro, graças a sua posição privilegiada. É possível também que tenha apenas atuado como engenheiro na empresa (três engenheiros do Rio de Janeiro trabalharam na Lutcher). Consegui o nome de um engenheiro e lhe enviei uma pergunta sobre José Eugênio, vamos ver se me responde.
Sobre o que disse Susana Raurich, cabe uma correção: o golpe de 1964 teve como acontecimento deflagrador a lei que limitava a remessa de lucros de empresas estrangeiras a seus países-sede, portanto, o golpe favoreceu o capital internacional e não o prejudicou mediante expulsão de estrangeiros, como se disse. Outro dado: João Goulart não renunciou, mas foi deposto; e os que assumiram o governo não integravam uma esquerda anti-EUA, mas um grupo conservador simpático a ela.

Prof. Adnilson

Wiliam Barros disse...

Morei na vila no início dos anos 70 quando a empresa que meu pai trabalhava (Sondotécnica) fazia levantamento preliminar do solo para a construção da Usina de Salto Segredo. Andei por aquela região por meio de picadas no mato, visitei a usina da Lutcher ainda desativada, eles usavam uma pequena para manter a iluminação das casas, mas o reservatório só aguentava até o meio da noite então acabava a luz, rsrsr. Como meu pai era o responsável pela empresa nesta obra e eles faziam análises das rochas, nunca vi ele comentar sobre ter sido encontrado nada que fosse diferente de rocha. Mas ele me contava as histórias que povoava a imaginação dos moradores, como a de que os jesuítas passaram por ali e ao serem expulsos deixaram um tesouro escondido embaixo do salto segredo, o qual acho que está submerso.

Ana Paula Correia disse...

Interessante!

Maria Amaral disse...

Nossa eu adorei ler.pena que nossos políticos não vem uma forma de utilização para mais empregos.ou tomar conta de todo aquele patrimônio

Maria Amaral gotz disse...

Muito bom adorei parabéns blog do pata

Anônimo disse...

Quem poderia esclarecer? Onde está o Sr Frederico Luther Braun? Porque foram embora e deixaram tudo abandonado? Caminhões, tratores, empresa, casas... Empregados? Pode até ser que não tenha urânio na história, mas tem um mistério e é grande e triste pois destruiu o sonho é as esperanças de muita gente. A Luther não era só a empresa e seus funcionários mas um número muito grande de pessoas se estabeleceram em torno da empresa, alguns vindos do Rio Grande do Sul e etc., Na esperança de um futuro promissor.

Alvaci disse...

Trabalhei na Trombini como Aux.de Almoxarifado em 1994 e confesso que ouvia muitos boatos a respeito do Urânio mas nada vi que pudesse dizer que é verdade toda essa história.
Conheci um senhor que morava na Cachoeira dos Buenos e ele me contou que trabalhou ali como inspetor de quarteirão e como não tinha cela para deixar quem fosse preso então usavam a grandiosa chaminé da fábrica como cadeia, posso assegurar que isso foi verdade e esse senhor já falecido contava muitas histórias de brigas em bailes ali realizados,um dos filhos desse senhor é meu afilhado e mora na Cachoeira dos Buenos até hoje.
O senhor que eu falo era conhecido como Seo Veiga (compadre Veiga pra mim).

Alvaci disse...

Trabalhei na Trombini como Aux.de Almoxarifado em 1994 e confesso que ouvia muitos boatos a respeito do Urânio mas nada vi que pudesse dizer que é verdade toda essa história.
Conheci um senhor que morava na Cachoeira dos Buenos e ele me contou que trabalhou ali como inspetor de quarteirão e como não tinha cela para deixar quem fosse preso então usavam a grandiosa chaminé da fábrica como cadeia, posso assegurar que isso foi verdade e esse senhor já falecido contava muitas histórias de brigas em bailes ali realizados,um dos filhos desse senhor é meu afilhado e mora na Cachoeira dos Buenos até hoje.
O senhor que eu falo era conhecido como Seo Veiga (compadre Veiga pra mim).

Alvaci disse...

Trabalhei na Trombini como Aux.de Almoxarifado em 1994 e confesso que ouvia muitos boatos a respeito do Urânio mas nada vi que pudesse dizer que é verdade toda essa história.
Conheci um senhor que morava na Cachoeira dos Buenos e ele me contou que trabalhou ali como inspetor de quarteirão e como não tinha cela para deixar quem fosse preso então usavam a grandiosa chaminé da fábrica como cadeia, posso assegurar que isso foi verdade e esse senhor já falecido contava muitas histórias de brigas em bailes ali realizados,um dos filhos desse senhor é meu afilhado e mora na Cachoeira dos Buenos até hoje.
O senhor que eu falo era conhecido como Seo Veiga (compadre Veiga pra mim).