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domingo, 27 de junho de 2010

O DIA DE UMA NOITE FELIZ

A NOITE ILUMINADA

BAIANO SIMBOLO DA TORCIDA BATELINO
Como dizia um antigo treinador de futsal da cidade...” Vamos fazer o quadrado...” e circulava o dedo indicador formando um circulo. Mas o mundo é pequeno e redondo e você é surpreendido diversas vezes com fatos que marcaram algo na sua história de vida. Há poucos dias atrás recebi uma visita diferente no meu comercio um rapaz que me conheceu e começou a narrar um episodio que marcou sua mente e eu tinha sido o protagonista deste fato, conta ele que em 1992 residia na cidade de Castro, quando aconteceu o confronto da semifinal entre Caramuru x Batel primeira partida do mata- mata que levaria uma das duas equipes para a divisão principal do futebol Paranaense o qual o rubro negro de Guarapuava era favorecido e jogava por dois empates, fala ele que o único torcedor do Batel naquele jogo era só a sua pessoa e que por isso ficou isolado num cantinho e torcia escondido. O Batel vinha de uma boa campanha igualmente o seu rival que obtivera vários resultados importantes na sua trajetória na primeira fase, era um jogo difícil para ambos, o clássico começou tudo corria bem até que num certo momento da partida aconteceu um entrevero(confusão), discussão de ambos os lados e sobrou para o Batel que foi penalizado com a perda por expulsões de dois atletas e seu treinador Agenor Picinin. Não foi difícil e o Caramuru se aproveitou por atuar dois jogadores a mais e abriu o marcador e mantinha a pressão errando gols inacreditáveis. Abusava da sorte até que faltando cinco minutos para o encerramento do jogo aconteceu um imprevisto os refletores dos estádio apagaram . Naquele momento pela tensão da partida encontrei o técnico adversário Marino o qual já o conhecia pois atuamos junto no interior de São Paulo e bradei que ao voltar as luzes faria o gol de empate e correria até ele e o abraçaria, este desfez e apenas deu um pequeno sorriso. Não tardou e os refletores foram acesso novamente e a partida iniciou-se e “Eu” num momento de loucura atirei-me ao ataque e aos 50 minutos. Aconteceu num rebote da defesa adversária cheguei com velocidade na bola e chutei a esfera que percorreu um longo caminho numa reta interminável até chegar ao ângulo direito do arqueiro adversário Mazzaropi que nada pode fazer a não ser bater os punhos no chão não acreditando que aquele momento aconteceu o gol fatídico de empate, vibrei com meus companheiros esquecendo a promessa dirigida ao treinador adversário. A bola foi colocada no meio de campo e o arbrito Newton Martins que me confidenciou num encontro casual muito anos depois que este jogo foi sua ultima atuação como profissional do apito, este ergue os braços e termina o jogo. Fomos ao vestiário feliz, pois conseguimos superar os obstáculos encontrados durante a partida e agora só dependeria de nos para subirmos para a primeira divisão, fato que se concretizou no Valdomiro Gelinski quando empatamos no tempo normal e na prorrogação resultados que retornou o Batel a divisão principal do estado. Mais uma vez houve após a conquista a tradicional invasão ao gramado pelos torcedores comandados pelo fanático e símbolo do torcedor batelino o popular Baiano que chorando com lágrimas no rosto abraçava os atletas agradecendo um por um pela conquista. Bem vamos voltar ao torcedor solitário, mostrei a ele a foto do dia do jogo, ele analisou -a e respondeu indicando o clarão dos refletores dizendo ...." Esta noite o iluminado foi você "..., agradeci o rapaz pelos elogios e pouco depois foi embora, deselegante fui "eu" que conversei com o amigo horas a fio e não perguntei seu nome. Não faz mal, mais uma vez agradeço nessas linhas pois me fez relembrar momentos marcantes de nossa vida e da história do Batel e como dizem a terra é redonda e qualquer dia se esbarra por ai neste mundão de '"DEUS".

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