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Publicarei noticias esportivas de guarapuava e região , e algumas fotos da história do futebol em guarapuava .

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009


PAGINAS DA VIDA



Se o que forem lendo daqui para frente lhes parecer como um pequeno desabafo dirigido a um grupo bem pequeno, por favor, não me critiquem por ter lhes tirado o precioso tempo. Tudo isso foi e ainda continuará sendo muito importante para mim. Muitos de vocês já sabem que há alguns meses atrás voltei a ser técnico do Batel, voltei a colocar meu agasalho, a pendurar um apito no pescoço, a passar horas à noite sentadas em frente à televisão com a luz apagada rememorando jogos, analisando jogadas, esquemas, tentando descobrir como dar ao meu novo time as alegrias que a sua torcida merece. Vocês já sabem que voltei as quatro linhas onde passei quase toda a minha vida. E quando voltei ao receber o convite do seu Alfredo Gelinski patrono do time, sabendo que de repente devia deixar de escrever paginas, que não poderia continuar conversando com vocês todas as semanas e meses, pensei que deveria fazer uma despedida dizendo que o jornalismo foi para mim uma experiência agradável, para viver dentro daquilo que eu gosto’’futebol “e dizer que eu estava voltando a profissão de técnico, voltando ao futebol a coisa que sei fazer e que gosto realmente de fazer.. Mas pensei dois minutos. E cheguei a conclusão. Não estou voltando ao futebol porque , na verdade, vivendo no meu espaço no jornal nunca estive afastado dele. Estou isto sim voltando ao campo, ao convívio mais direto com os jogadores, as emoções que a gente sentado num banco e gritando orientações para os jogadores. Vocês não podem imaginar como é importante para mim a experiência vivida esses meses de jornalismo. Tão importante, tão proveitosa, que é isso que não estou considerando como tempo perdido, como um tempo vivido fora do futebol. Nesses meses descobri o quanto o jornalismo esportivo e a profissão de técnico estão tão intimamente ligadas. A afinidade existente entre estas duas atividades a necessidade que cada uma sente de estar ligada a outra fez me pensar muito no assunto..Como jornalista aprendi a compreender o porque de muitas reportagem. Aprendi como as vezes é difícil dizer uma verdade sem desagradar, e aprendi, sobretudo como são necessários esses trabalhos. Como é preciso haver melhor entendimento entre as duas partes que estou vivendo. Seria muito bom para os meus companheiros na cidade que pudessem viver a experiência de estar ainda por pouco tempo ligados as duas atividades ,com certeza a mente estaria aberta haveria mais reflexões, mais paciência , pois as duas atividades lutam para o mesmo propósito o bem do esporte na comunidade. Hoje estou voltando as quatro linhas ou melhor a linha lateral do gramado, mas nunca mais sentirei desligado das teclas do computador. Volto sendo o mesmo de antes, amando o futebol, vivendo o futebol, aceitando os que me criticam, dizendo que falo demais que estou errado. Porque aprendi com essas duas atividades que devo continuar atendendo os que me respeitam, dizendo-lhes tudo o que sei, aprendendo o que eles também têm para ensinar e esperando deles respeito igual.

Um comentário:

Fabio Vinícius Primak disse...

Grande Dirceu !!! Um dos textos mais bonitos que eu lí foi quando você, num ato de extrema amizade, escreveu sobre meu pai.... seu amigo e admirador !
Parabéns pelo seu trabalho !