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Publicarei noticias esportivas de guarapuava e região , e algumas fotos da história do futebol em guarapuava .

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

História não se vende





Quando passo na Rua Frei Caneca identifico uma placa de Vende-se do Estádio Lobo Solitário, passa um filme em minha mente recordo-me de fatos marcantes para a construção deste belo espaço esportivo da luta e da garra daqueles primeiros que na década de 20 marcaram um encontro no extinto teatro Santo Antonio e armados com enxadas e foices não iam para uma guerra e sim pra deixar a marca de verdadeiros desbravadores e deslocaram-se até a proximidade de uma lagoa e começaram descampar um pedaço de terra que após feita uma queimada e limpeza geral transformou-se no primeiro campo do município. Lembro nos grandes jogos com casa cheia quando só tinha as arquibancadas de madeira. Que foram derrubadas em 1977 e reconstruídas pela força do seu ‘Elio “que deixou seu irmão o Zizo encarregado de chefiar os empregados do clube a construir esta grande praça de futebol de Guarapuava. Lembro da inauguração do memorial de esporte do alvinegro, felicidade de conversar com seu Vava pessoa ilustre que fez a doação da madeira para cercar o campo pela primeira vez, encontrei figuras históricas de grandes craques da vida alvinegra, como Sarandi, Nelson Gato, Macalé, Kruguer, o Tio Guarani o maior esportista da nossa cidade com seus comentários que é a vida do futebol da nossa comunidade, tantos outros de varias gerações. Penso na decepção dos ex-presidentes como Alfredo Gelinski, Elio Dala vecchia, Carlos Primak ...Mais recentes César Osório, e Valdemar Calistro dos Santos Que mesmo com as grandes dificuldades financeiras encontradas em suas gestões Nunca pensaram nesse ato quase insano, arregaçavam as mangas e iam ao trabalho.Pois sabiam que quanto maior a dificuldade, tanto maior o mérito em superá-la. A venda do Estádio que foi gerado e concluído pelo esforço de milhares de pessoas é mesma coisa do que um Pai no seu devaneio e com dificuldades financeira resolve vender uns de seus filhos para cobrir as dividas e não trabalhar para cobrir tais débitos. Ninguém é derrotado a menos que comece a culpar os outros, com palavras e frase , “historia não paga dividas “ , Pessoas que para agir esperam que tudo esteja perfeito, jamais realizarão alguma coisa.Arregacem as mangas e vão ao trabalho e não esconder a incompetência atrás de um anuncio de jornal ou um placa imobiliária.Ai que saudade de Luis Carlos Morgado e Carlos Primak meus grandes amigos e verdadeiros heróis alvinegro...vocês fazem falta aqui na terra . Saudades.....!

2 comentários:

Vinicius Gabriel disse...

Não se pode imaginar, ir ao Guarapuava Esporte Clube, sem antes disso pensar que tudo o que gerou o clube, iniciou-se por meio do grande Estádio Lobo Solítário... Ainda tento fazer imagens em minha mente, das partidas em que meu Pai (Paulo Ricardo Ianesko) que deu seus primeiros ponta-pés como jogador profissional, ensejando-se assim uma carreira que muitos se orgulham em relembrar. "História não paga dívidas" (Frase vergonhosa), então como os grandes clubes relembram seus aniversários, centenários e grandes momentos que ocorreram nas suas vastas histórias. Na verdade essa desculpa esfarrapada que tentaram dar pra esconder a falta de interesse em organizar, remodelar, e suscitar este monstro do futebol chamado Guarapuava Esporte Clube. Só um comentário de uma pessoa indignada com esses e outros acontecimentos que vejo no meio esportivo de Guarapuava. Grande abraço Professor Dirceu Pato.

Fabio Vinícius Primak disse...

Eu também fico indignado, triste e chateado...... Sempre quando eu páro para pensar nisso parece que vejo meu pai com seu olhar de reprovação em minha direção parece que dizendo: "E você, não fazer nada ?". Também sinto-me incompetente, despreparado e não vejo nenhuma luz no fim do túnel. O que seria preciso para reverter isso ???? Como pagar uma dívida como a do GEC sem vender o Patrimônio ??
Talvez falte-me motivação como a grande maioria dos torcedores do nosso Lobo Alvi-negro em procurar uma alternativa.
Eu tive muitas, mas muitas alegrias na "Casa do Lobo" e hoje, infelizmente, vejo que não poderei passar as mesmas alegrias que tive ao meu filho.